Postagem por:
Rebeca Gois
13 maio.2016

normal_002

Na tarde de hoje, 12, foi liberada a entrevista completa que Selena Gomez concedeu à revista Marie Claire, da qual a estrela sera a capa durante o mês de junho. Confira a tradução completa da entrevista:

 

A incansável Selena Gomez

Quando os perigos da fama deixaram Selena Gomez se sentindo perdida, ela não apenas encontrou seu caminho, mas começou uma nova jornada em seus próprios termos. Revival é mais do que apenas o nome de seu último álbum bem sucedido e de sua tour com ingressos esgotados – é também a história de sua vida.

Se o mundo é como o Ensino Médio, e é através do Instagram que sabemos quem são as pessoas mais populares, então Selena Gomez é a pessoa mais popular no ambiente. E o que a preocupa é a responsabilidade que vem junto com ter 62 milhões – “71 milhões”, ela me corrige (72 neste instante em que estou escrevendo e definitivamente mais no momento em que você estiver lendo isto) – seguidores. O que ela deveria postar? Quando? Mais? Menos? Ou, estremeça, deveria simplesmente abandonar para sempre?

“Eu tenho certeza que o Instagram me odeia porque eu digo isso o tempo todo [que vai deletar sua conta na rede social]”, ela diz. “Eu fico tipo ‘larga esse celular’, eu não sei por mais quanto tempo eu terei um perfil, para ser honesta”.

Deletar sua conta parece ser algo definido, mas seria apenas mais um passo no degrau de sua evolução – um estrelato enraizado aos sete anos em Barney e Seus Amigos,depois que sua mãe (que foi sua primeira empresária) encontrou um panfleto falando que estavam fazendo testes para o programa enquanto elas estavam morando em Grand Praire, Texas. (Os pais de Gomez, que a tiveram quando tinha 16 anos, não eram casados. Se casaram com outras pessoas, e é como ela tem duas meio-irmãs caçulas de cada lado).

Gomez, 23, usa um rabo de cavalo bangunçado em seu cabelo castanho/ruivo e argolas douradas que balançam enquanto ela estuda o cardápio no terraço do Península Hotel em Beverly Hills. Ela veste uma gasta camiseta da banda Metallica (emprestada de sua colega de quarto, Courtney, que mora com ela em sua casa de Los Angeles), calça jeans da Vetements, e seu par de sneakers favoritos da Louis Vuitton. Com pouquíssima maquiagem, ela quase poderia se passar pela personagem de 14 anos de idade que o mundo conheceu em seu segundo seriado para TV, Os Feiticeiros de Waverly Place, da Disney. (Antes disso, ela também participou de Hannah Montana). Gomez foi uma das estrelas da geração da Disney – Miley Cyrus, Vanessa Hudgens, Demi Lovato, etc – que ficou famosa e teve que crescer e descobrir, exatamente, o motivo pelo qual era famosa.

Dez anos depois de Barney e Feiticeiros, e quatro álbuns na Disney (e dois spin-offs e filmes para a televisão associados aos Feiticeiros), Gomez estava cansada de ser levada pelo fluxo, como ela coloca: “Existe uma diferença entre ser famosa e ter sucesso, e eu sempre quis ter sucesso. Porque eu não tinha um perfume disso, nem estava em uma capa daquilo, as pessoas diziam, ‘Ela é uma bagunça, olha pra ela, é um fracasso’. Eu não era escalara para nada em uma filmagem porque eu não estava num tabloide. E pra quê isso? Não fazia sentido”.

Selena Gomez 2.0, se é isto o que é esta fase de sua carreira, foi provocada, em partes, por uma crise iniciada a partir da resposta para sua pergunta “pra quê isso?”: a natureza muito pública de seu relacionamento com uma certa estrela do pop. Havia a sensação de que ela era mais conhecida por com quem ela estava o que quem ela era. “Eu poderia tentar promover algo que eu amava, e a entrevista inteira seria sobre minha vida pessoal”, ela lembra. “Eu sairia de lá me sentindo derrotada, envergonhada, mas eu teria certeza de estar com um sorriso no rosto, porque eu não deixaria que isso me atingisse. Eu poderia ter dito ‘Me coloque em todos os quadros de avisos, telões, me difamem o quanto quiserem até que eu não tenha nada e eu estou farta’”.

Em vez disso, em 2014, ano que marcou o fim de um relacionamento iô-iô, ela repensou todos os “seus métodos”. “Eu passei por um término muito difícil, e foi horrível porque foi super exposto”, ela diz. “Eu não me sentia mais uma pessoa de verdade. Eu estava cansada de mim mesma. Eu apenas precisava parar e sentir tudo o que precisava sentir… eu percebi todo o prazer e o que quer que eu estava fazendo não estavam me levando a lugar algum”.

“Eu queria viver minha vida, amar quem eu quiser, fazer o que eu amo e é isso”.

Ela contratou uma nova empresária, quebrou o contrato com sua agente, depois a Hollywood Records, propriedade da Disney, e assinou um contrato de $3 milhões de dólares com a Pantene. “Eu entrei em todas aquelas salas e ninguém interferiu nas minhas decisões”, ela diz. “Eu não tinha que ter medo de fazer perguntas bobas, o que significa que eu perguntei um milhão de coisas sobre cada passo que eu estava dando”.

A reinicialização incluiu aulas de canto, aulas de teatro, e rejeitar algumas das canções que sua nova gravadora queria que ela gravasse, e foi acampar no México (“Minha gravadora pensou que eu queria férias de graça, foi uma conversa divertida”) para um retiro intenso de composição, de onde floresceu Revival, um poderoso álbum pop que a consagrou como uma força musical no meio com três hits que alcançaram o topo das paradas. (Apenas outras cinco artistas conseguiram tal feito, entre elas Katy Perry e Lady Gaga).

“Cada agente e cada um dos empresários achou que sabia o que era melhor, mas ultimemente, eu cheguei ao lugar onde eu sinto que me pertence”, Gomez diz. “Autenticidade é minha vida, eles fazem grandes escolhas mas eu tomo decisões”.

“Ela tomou contro absoluto”, diz John Janick, CEO da Insterscope. “Nós dois travamos maiores lutas do que eu jamais lutei com qualquer outro artista com quem já trabalhei, mas foram todas saudáveis. Ela tem muita paixão pelo que quer, às vezes ela briga muito por isso. Ela fez as decisões que quis fazer, e é por isso que o álbum é tão bom. Houve oportunidades de ir pelo caminho mais fácil, mas ela escolheu não seguir por eles porque ela queria se sustentar sozinha”.

Um ano antes, Gomez atuou no filme mais “não-Disney” que pôde, o filme dark-teen Spring Breakers, dirigido por Harmony Korine, no qual interpretou a garota má sempre vestida de biquíni, Faith. (Originalmente, Korine havia pensado nela como a ainda pior Candy, interpretada por Vanessa Hudgens). Ela participou do drama da Wall Street, A Grande Aposta, ano passado, e teve um pequeno papel, porém crucial, em Vizinhos 2, que sai este mês. Gomez também vendeu uma série para a Netflix baseada no romance Os Treze Porquês, do qual ela e o diretor, co-escritor e vencedor do Oscar de Spotlight, Tom McCarthy, produzirão alguns episódios. (Ela ainda não decidiu se aparecerá nele). E hoje, ela está ensaiando para começar sua jornada rumo a 43 cidades e 32 quilômetros com a Revival tour – a maior até o momento (e estas são apenas as datas norte-americanas). “Eu finalmente apenas quis fazer isso”, ela diz. “Queria fazer coisas que eu sabia que seriam ‘eu’. Eu não quero que as pessoas me vejam apenas como uma celebridade”.

“Muitas pessoas não acreditam que conseguirei chegar lá, mas eu sei que posso”.

Apenas agora ela acredita que seu talento é compatível com sua fama. “Ela merece”, diz Rob Burnett, que a dirigiu na comédia indie The Fundamentals of Caring, que estreou no Sundance será exibido como um filme Netflix Original no final de junho. “Para alguém da idade dela entender que a fama é vazia sem realizações é algo incrível. Ela faz muitas coisas, e seria muito fácil para ela se deixar levar pelos ventos e pela loucura da fama. Mas se você for Selena Gomez, você tem a capacidade de fazer dezenas de milhares de dólares fazendo algo que já tenha feito antes. Mas a ideia de que ela está se forçando e se cobrando tanto é um sinal de que ela tem uma veia artística”.

Como melhor amiga de Selena, Taylor tem uma vantagem íntima para testemunhar o crescimento de Gomez “de uma educada e atenta garota de 16 anos para esta maravilhosamente complexa e abertamente independente mulher”, Swift escreve em um e-mail. “Ela provavelmente nunca deixará ninguém saber o quão difícil foi para ela chegar neste ponto de sua vida e carreira. Ela nunca explica publicamente quantas lutas ela teve que sofrer para se tornar independente e conhecida por seus próprios méritos”.

E mesmo Gomez sendo tão segura de si mesma de maneiras impensáveis mesmo por ela há alguns anos, o canto da sereia das redes sociais continua a ser uma armadilha perigosa da auto-preservação e auto-aversão. Os dias de passar uma hora no celular ser a primeira coisa a fazer de manhã podem ter se acabado, mas ela pode cair na emboscada de olhar a foto de outra celebridade e sentir, “cara, eu queria malhar mais”, ela diz. “É impossível não me sentir menosprezada sobre isso. Falando do ponto de vista de uma garota de 23 anos, eu estou muito bem informada de que esta é uma falsa realidade. Você vê o melhor lado das pessoas”.

“É por isso”, ela continua, “que você tem que eliminar isto. Você é rotulada por coisas que aconteceram anos atrás, e coisas assim são jogadas na sua cara o tempo todo”.

Um dia antes, Justin Bieber havia postado uma antiga foto dos dois com a legenda, “Sentimentos”. “Todo mundo tem o direito de sentir o que quer sentir”, ela diz. “Eu sou uma pessoa muito sentimental, e é complicado entrar nisso”.

Mais tarde naquela semana, ela assistiria Bieber em sua Purpose World Tour no Staples Center, em L.A., onde seria vigiada pela mídia, que viajaria em seus pensamentos tentando adivinhar o status do relacionamento dos dois. “Eu tive que me acostumar com isso”, ela diz. “Assim como você teria se namorasse um colega de trabalho, e depois tivesse que voltar ao trabalho”.

Desde seu último relacionamento, Gomez tem sido muito cuidadosa em se entregar novamente, preferindo manter as coisas no modo casual. “Eu estive namorando. Eu estive tendo momentos ótimos. Mas eu não confio em ninguém, então namorar só é divertido se eu souber que vou me divertir”, ela diz. “Eu tenho que acreditar que um dia vai dar certo. Não faço disso uma prioridade. Não é algo com que queira me estressar”.

Nesta esta de compatilhamento exagerado, potenciais pretendentes têm um “pré-conceito de quem eles pensam que eu sou… Eu tive que impedir as pessoas de me contarem coisas, porque elas querem muito contar sua história de vida, porque é assim que você consegue se conectar com as pessoas. Eu disse a elas, ‘me desculpa, eu acho que você não me conhece bem o suficiente para estar me contando isso’. Você deveria guardar muito sobre quem você é para você mesmo, querendo dizer que você deveria guardar isso no seu coração”.

Nos ensaios num estúdio espelhado e escuro em Van Nuys, Los Angeles, Gomez se transforma numa feroz e guerreira artista, comandando uma dúzia ou mais de dançarinos em seus collants trabalhando na coreografia enquanto ela canta seu hit “Hands To Myself”, em sua voz tenor muscular. O gerenciador de sua tour senta num sofá próximo olhando para seu celular enquanto um técnico de som assobia na música acima da PA . Ouvindo atentamente ao coreógrafo, Gomez caminha obedientemente ao X gravado no chão, onde ela subirá até o palco a partir de baixo.

Enquanto ela está animada sobre a tour e mostrar aos fãs “o lugar onde estou na minha vida”, Gomez está ainda mais animada sobre seu próximo álbum, para o qual ela e sua equipe já estão gravando musicas: “Eu estou num lugar muito inspiracional. Eu me sinto motivada”.

Há fotografias autografadas na área da recepção de outros artistas que ensaiaram aqui: Taylor, Katy, Britney, e, bem no meio, uma Gomez de 16 anos. Ela fica perto da foto apenas sorrindo como sua ‘eu’ mais nova, e diz, “Viu? Eu não mudei nada. Sou exatamente a mesma”.

Ela pode parecer a mesma, mas tudo está diferente. O que é exatamente o que ela quer.

Comments

comments

Siga o Twitter do site para receber
novidades sobre Selena em tempo real
Na nossa página do Facebook, você também
não perde novidades sobre Selena. Curta!
Siga-nos no Instagram para fotos, vídeos e
entretenimento sobre Selena e o site
Web status
Criação e desenvolvimento por LIVZZLE e Lannie.D
© 2020 - Selena Gomez Brasil