Postagem por:
Rebeca Gois
06 jun.2016

normal_018

Os portais The New York Times, NJ.com e North Jersey.com e publicaram suas resenhas sobre os shows da Revival Tour apresentados por Selena Gomez neste início de Junho, respectivamente, em Brooklyn – New York, e em Newark – New Jersey. Confira o que os portais têm a dizer sobre os shows.

 

NEW YORK TIMES

Selena Gomez usou preto para os primeiros segmentos de seu show no Barclays Center na noite de quarta-feira: um vestido de fraque preto, uma roupa preta, um macacão preto. Ela parecia séria, parecia durona.

 

Foi a cidade de Nova York em sua turnê de “Revival”, que tem o mesmo nome do álbum que ela lançou no ano passado, o primeiro fora do império Disney. A tour é o próximo passo na transformação da senhorita Gomez de uma criança saudável, estrela da Disney Channel com cara de bebê e boa-moça, hitmaker de pop adolescente para uma mulher adulta com seus próprios desejos, autoridade e ansiedades.

 

Aos 23, ela passou pela opressão do estrelato infantil, convulsão social adolescente, ataques de paparazzi  e um romance público rompimento com Justin Bieber. “Acho que todos vocês viram o meu altos e vocês já viram meus baixos, com certeza“, ela disse para uma audiência quase inteiramente feminina, de pré-escolares pra cima. “Agora eu quero celebrar com você“.

 

Gomez tem construído sua transformação em estúdio, com músicas adaptadas para ela por hitmakers como Max Martin e Stargate e vídeo-clipes que atraem centenas de milhões de visualizações. No palco, em tempo real, não era completamente tão perfeita.

 

O concerto movimentou-se do ressentimento à fé, para a dança até o triunfo, repleto de canções do “Revival”. Senhorita Gomez deixou de lado muito de seu passado pop, e ela transformou a maioria de suas canções para música dance eletrônica atual. Ela apresentou uma nova canção, “Feel Me” lança acusações em um ex: “Eu não vou ser pega no meio/de seus altos e baixos”.

 

O set começou com a nova senhorita Gomez, que lida com problemas e ressentimentos. Em seus trajes negros, ela cantou canções lentas, pesadas em sombrias tonalidades baixas, reorganizadas com uma ressaca de graves profundos. Sinalizando suas prerrogativas adultas, “Same Old Love casualmente usou uma certa palavra de quatro letras em suas letras; “Sober” acusou: “Você não sabe como me amar quando está sóbrio”.

 

Ela se esforçou para manter o carão e um brilho nos olhos enquanto cantava, mas às vezes um sorriso escapava  e quando acontecia, os gritos de sua audiência redobraram. Eles ainda apreciam a versão boa-moça de Gomez, e eles cantaram alegremente quando Gomez voltou ao seu hit de 2011, “Who Says“, uma boa conversa para as pessoas que lutam contra a insegurança.

 

Sra. Gomez desfilou na Arena através de um espetáculo de picos e um vídeo de fundo. ela compartilhou alguns passos de dança equipe de fundo acrobática e ela, constantemente, alcançou marcas no palco enquanto fãs elétricos mantiveram seus cabelos nas alturas. Ela tem uma pequena se beneficia do estúdio, onde pode soar determinada e sem proteção; no palco, seus cantores de apoio poderiam ser vistos se juntando à ela em uníssono em quase todo o set.

 

A banda da Sra. Gomez caprichou enquanto ela cantava Eurythmics “Sweet Dreams (Are Made Of This)” mas ela não poderia fazer com que a amargura fosse convincente. Ela estava melhor em sua própria ousada, mais otimista, “Kill ‘Em With Kindness.” Até então, a Sra. Gomez durona tinha sumido e a amigável, positiva estava de volta — uma zona mais confortável para ambos, tanto para a cantora, como para sua adorável audiência. “Revival”, a música que terminou o show, declarou: “Eu renasço á todo momento/Quem sabe o que eu serei?,” e essa continua sendo uma pergunta sem resposta.

 

NJ:

NEWARK — No que, talvez, tenha sido seu momento improvisado, Selena Gomez soltou um “Uau” incrédula.

 

A jovem cantora pop ficou chocada ao ouvir a reação do público no Prudential Center, pelo estímulo de quantos membros da platéia estavam assistindo seu show pela primeira vez — a maioria eram novos para a cena.

 

Apesar de um observador da música e da carreira de Gomez — um resultado da sua corrida de estrela de televisão da Disney — não seria surpresa instruir a maioria dos fãs da jovem de 23 anos na noite de quinta-feira. Gomez foi apenas uma nota no rodapé na Billboard Hot 100 no ano passado, e era conhecida por muitos como ex-namorada de Justin Bieber, ou membro squad da Taylor Swift.

 

Mas, como seu ex-namorado, a nativa do Texas têm desfrutado de uma rápida subida até seu ápice, em grande parte por descartar seu pop-rock chiclete para o sensual dance-club.
O segundo álbum solo de Gomez, “Revival”, lançado em outubro, rendeu para a cantora angelical três singles Top 10, e sua segunda turnê de mesmo nome, uma caminhada de 80 datas que teve início mês passado.
Mas como em um “renascimento”, o álbum é revestido por uma Gomez nua em tons de cinza — em homenagem ao álbum de 2002 de Christina Aguilera, “Stripped”, uma influência no álbum — sua nova turnê foi a primeira que mostra a artista em um estado de verdadeira exposição.

 

Com autenticidade de boas-vindas — a estrela pop realmente cantou ao vivo, pessoal! — e confiante, Gomez reiterou o que suas mais recentes e maiores músicas desesperadamente trabalham para conseguir: a continuação da auto-descoberta através de uma estrondosa fusão dance.

 

O colapso 

O bom:

– A visível maturidade: O nome de “Revival” foi certamente escolhido para significar o impulso de Gomez para uma maior credibilidade pop — “Esqueça sobre a Disney!”, ela quase grita num álbum com sensualidade indisfarçável, ousado e minimalista — e ao vivo,  a evolução é aparente.

 

“Vocês viram meus altos e baixos, este álbum é a minha versão”, ela disse para uma plateia composta por quase 15 mil pessoas, com a maioria sendo garotas adolescentes e seus pais.

 

Os quatro primeiros figurinos de Gomez estavam restritos a cores neutras (e lantejoulas), e sua trupe de oito dançarinos usavam adereços menos chamativos num palco relativamente modesto — uma passarela no meio da multidão seria bem vinda. Brilhantes formas geométricas rodavam pelo palco durante o ato de abertura com o Smash Hit “Same Old Love”, e quatro dançarinos vestidos com collants se amarravam numa dança interpretativa da faixa-bônus “Nobody”. Sem pirotecnia, nem visuais com cores em tons pastel.

 

– Cantando!: Gomez não é a melhor cantora. Embora seu canto baixo e sussurrante seja sedutor, contemporâneas, como Demi Lovato, Rihanna e Taylor Swift têm todas vocais mais fortes. Mas parabéns para Gomez, no entanto, que cantou seus singles mais fortes ao vivo — as primeiras canções, como a comovente “Sober”, foram cantadas totalmente sem base pré-gravada — e fez um bom trabalho balanceando seu compromisso com o microfone e a coreografia, especialmente em “Me & The Rhythm” e a latina “Body Heat”. Isso é mais do que pode ser dito dos recentes apáticos shows de Rihanna e Bieber.

 

– Feliz por estar de volta: Embora esse tenha sido seu 18º show em menos de um mês, Gomez mostrou seu sorriso largo e cheio de dentes em agradecimento ao público diversas vezes, mostrando que ela estava realmente feliz por voltar a Nova Jersey pela primeira vez desde 2013.

 

“Eu sinto como se tivesse crescido com vocês”, ela contou para a plateia. E embora “Revival” tenha sido o foco da noite, a volta de hits repaginados, como “Slow Down” e “Love You Like a Love Song”, estiveram entre as faixas mais dançantes da noite.

 

O ruim

– Feito para Macy: Muitos artistas tocam vídeos de interlúdio para a plateia enquanto trocam seus figurinos. Mas os primeiros quatro figurinos de Gomez num fundo branco, relembraram de um comercial de uma loja de departamentos, para não ser grosso.

 

– Olhos secos?: Inicialmente, foi cativante ver Gomez bagunçar suas madeixas patrocinadas pela Pantene na frente do ventilador algumas vezes. Mas ela repetiu isso vezes demais, como se isso pudesse salvar o que às vezes era uma performance vocal aquém do esperado. Tudo o que resultou foi um cabelo cheio de frizz.

 

– Ser abusada: A escolha de Gomez por fazer um cover de “Sweet Dreams”, da banda Eurythmics, foi imemorável, na melhor das hipóteses. Ela cantou uma versão com pouca alteração da versão original, acrescentando apenas uma entonação estranha na performance.

 

North Jersey.com:

Enquanto interpretava a canção “Me & The Rhythm”, na quinta à noite no Prudential Center, em Newark, cantou sobre deixar a música levá-la “até a energia ser demais”. Ainda assim, não havia uma sensação de entrega em sua voz; ela poderia estar cantando sobre qualquer outra coisa.

 

Nesse momento ficou claro, pra mim, o porquê Gomez, embora seja inegavelmente uma pop star, ainda não é uma superstar.

 

Há uma diferença, apesar de tudo. Quanto mais hits, mais convencido você é de que está na presença de um verdadeiro artista único, ou, pelo menos, de uma personalidade única. Gomez, 23 anos, ex-Disney, está fazendo um bom trabalhando mantendo uma sucessão de hits e é, pra bem ou pra mal, uma personalidade que atraiu muita atenção na mídia de celebridades. Ela também tem um laço muito forte com seus fãs.

 

“Vocês viram meus altos e baixos”, ela disse, em certo momento. “Eu sinto como se tivesse crescido com vocês”, acrescentou mais tarde.

 

Mas musicalmente, ela parecia mais como uma engrenagem da máquina do pop do que alguém que faria o que fosse preciso para fazer suas visões mais selvagens se tornarem realidade.

 

Gomez ficou no palco por apenas 75 minutos, o que é muito pouco para um show principal numa arena. Mas o show, apesar de breve, foi bem elaborado, com nove dançarinos, vídeos e lasers, muitas mudanças de palco e figurino, e máquinas de vento para fazerem seus cabelos esvoaçarem da maneira correta.

 

Os músicos e backing vocals ficaram nas sombras; Gomez interagiu muito exclusivamente com seus dançarinos. Isso incluiu algumas brincadeiras com os dançarinos homens durante “Hands To Myself”, durante a qual ela cantou repetidamente “não posso me controlar”. Mas, depois de Madonna, Britney e Miley Cyrus, foi algo apenas suavemente sugestivo.

 

Ela também cantou avassaladoramente apaixonada, embora um pouco tímida, em “Slow Down”. E seu cover de “Sweet Dreams” foi obscuro e ameaçador, o que poderia ter tido muito mais impacto se Marilyn Manson não o tivesse feito exatamente da mesma forma 20 anos atrás.

 

A última parte do show foi muito mais dançante, com “Kill Em With Kindness”, “I Want You To Know” (sua colaboração com o DJ Zedd) e, por fim, “Revival”, com sua proclamação autobiográfica “Eu sinto como se estivesse acordando ultimamente/as correntes ao meu redor estão finalmente se quebrando”.

 

Senti que o segmento mais eficaz do show veio quando ela se sentou ao piano e cantou que ela disse que a “ajudou nos momentos mais difíceis da vida”: o hino gospel da banda Hillsong, “Transfiguration”, seguido de sua balada “Nobody”, que poderia ser interpretada tanto como uma canção de amor, quanto como uma música gospel. Ela não aplicou nenhuma pirotecnia vocal nestes, mas também não precisava.

 

Pela primeira vez, ela parecia como uma pessoa real, cantando a verdade sobre sua vida, sem nenhuma polêmica ao seu redor. Parecia uma visão rápida de seu futuro, quando os tablóides perderem seu interesse nela e seu sucesso for menor, e ela puder diminuir o ritmo de forma digna. Ela lidaria bem com isso.

 

Um dos atos de abertura do show foi a banda DNCE, liderada por Joe Jonas, ex Jonas Brothers, e acompanhado pela deslumbrante guitarrista JinJoo Lee. O grupo ainda não lançou um álbum completo, mas já possuem um grande hit, “Cake By The Ocean”.

 

O set inclui um medley de “Kiss”, de Prince e “Sex Machine”, de James Brown, e um momento durante o qual Jonas percorreu a platéia enquanto cantava. Quando terminaram de tocar, “We Are the Champions”, da banda Queen, tocou no sistema de som da arena. Isso foi uma jogada bastante ousada para um ato de abertura, mas DNCE tem a atitude de sobra, e isso foi, afinal, uma comemoração por estarem em seu estado natal (Jonas é de Wyckoff, e o baterista Jack Lawless é um nativo de Middletown).

Comments

comments

Siga o Twitter do site para receber
novidades sobre Selena em tempo real
Na nossa página do Facebook, você também
não perde novidades sobre Selena. Curta!
Siga-nos no Instagram para fotos, vídeos e
entretenimento sobre Selena e o site
Web status
Criação e desenvolvimento por LIVZZLE e Lannie.D
© 2020 - Selena Gomez Brasil