Selena Gomez entrou com um pedido para ser retirada do processo movido por investidores da Wondermind, startup de saúde mental que ela ajudou a fundar ao lado de sua mãe, Mandy Teefey, e da empresária Daniella Pierson.
A ação, apresentada na Justiça Federal dos Estados Unidos em 13 de agosto de 2026, acusa as três e a própria Wondermind de supostas irregularidades relacionadas à captação de investimentos. Os investidores afirmam ter aplicado quase US$ 1,2 milhão na empresa e alegam que receberam informações enganosas sobre sua estrutura, liderança, projetos e perspectivas financeiras.
Mas, segundo a defesa de Selena, as acusações contra a cantora não têm base e ignoram qual era, de fato, sua função dentro da empresa.
A Wondermind foi criada como uma plataforma voltada à chamada “aptidão mental”, com o objetivo de produzir conteúdos e iniciativas relacionados à saúde mental e ao bem-estar.
A empresa foi fundada por Selena, Mandy Teefey e Daniella Pierson. No entanto, os papéis das três dentro do negócio eram diferentes. Enquanto Teefey e Pierson atuavam na gestão da companhia como co-CEOs e integrantes do conselho, Selena tinha uma participação minoritária e atuava como consultora, recebendo o título de Chief Impact Officer.
Essa distinção se tornou um dos principais pontos da defesa apresentada pela equipe jurídica de Selena.
Duas empresas de investimento, Wondermind SRS 44 LLC e Bespoke Wondermind SPV I, LLC, entraram com a ação alegando que foram levadas a investir quase US$ 1,2 milhão na startup com base em informações que, segundo elas, não correspondiam à realidade.
Entre as alegações apresentadas no processo estão acusações de que a empresa teria exagerado ou deturpado informações sobre sua estrutura, liderança, parcerias e projetos que poderiam gerar receita. Os investidores também afirmam que algumas iniciativas anunciadas, incluindo um aplicativo, nunca chegaram a ser desenvolvidas.
Em 26 de agosto, a equipe jurídica de Selena apresentou oficialmente um pedido para que as acusações contra ela sejam descartadas.
Segundo os documentos apresentados por seu advogado, Mathew S. Rosengart, Selena “nunca concordou em administrar e não administrou a empresa”. A gestão da Wondermind, de acordo com a defesa, era responsabilidade de Mandy Teefey e Daniella Pierson, que atuavam como co-CEOs e membros do conselho.
A petição também afirma que, embora Selena tenha investido na companhia e possuísse uma participação minoritária, seu envolvimento não incluía a administração das operações ou das decisões financeiras do negócio.
Em outras palavras, a posição da defesa é clara: Selena investia na Wondermind, mas não era responsável pela gestão da empresa.
Rosengart argumentou que as próprias alegações apresentadas pelos investidores são insuficientes para demonstrar que Selena tenha cometido fraude ou qualquer outra irregularidade e, por isso, ela não deveria continuar como ré no processo.
Em declaração à PEOPLE, o advogado de Selena foi ainda mais direto ao classificar o processo contra a artista como sem mérito.
Segundo Rosengart, o pedido de arquivamento demonstra que os investidores “nunca deveriam ter arrastado Selena Gomez para este caso”, afirmando que as acusações contra ela são “completamente sem mérito, se não frívolas”.
O advogado também afirmou que a ideia de que Selena teria participado de qualquer fraude ou outra irregularidade é “absurda” e revelou que sua equipe está avaliando outras medidas legais, incluindo possíveis sanções contra os autores da ação por terem incluído a cantora no processo.
Outro ponto importante levantado pela defesa é o próprio envolvimento financeiro de Selena com a empresa.
Segundo informações divulgadas anteriormente à PEOPLE, a cantora investiu milhões de dólares na Wondermind ao longo dos anos. Quando foi informada sobre dificuldades financeiras mais recentes da companhia, Selena teria feito novos investimentos para ajudar o negócio. Uma fonte ouvida pela publicação ressaltou, porém, que ela não participava das operações diárias da empresa.
Esse contexto é relevante porque reforça a argumentação apresentada por sua defesa: Selena não era uma gestora responsável pelas operações da startup, mas uma investidora que apoiava financeiramente o projeto.
O processo ainda está em andamento, e nenhuma decisão definitiva foi tomada pela Justiça sobre as acusações feitas pelos investidores.
No entanto, até o momento, não existe uma decisão judicial que considere Selena Gomez culpada de fraude ou de qualquer outra irregularidade. As acusações contra ela são alegações apresentadas pelos investidores, enquanto sua defesa sustenta que Selena foi incluída indevidamente na ação porque não administrava a Wondermind, não participava de suas operações diárias e não era responsável por suas decisões financeiras.
Agora, caberá ao tribunal analisar o pedido apresentado pela equipe de Selena para decidir se as acusações contra ela serão descartadas. Enquanto isso, a posição de sua defesa permanece inequívoca: Selena Gomez nega qualquer envolvimento em fraude, considera as alegações falsas e afirma que jamais deveria ter sido incluída no processo.